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O VÍNCULO INVIOLÁVEL

Posted on 26 dezembro 2009 by admin

Neste capítulo, Neighbour estabelece a ligação orgânica entre Cristo, a Cabeça, e as unidades básicas como sendo Seu corpo e, portanto, devendo refletir Sua presença e natureza através dos “ministérios ‘uns aos outros’”. Ele cita os textos de Romanos 12.4,5; Gálatas 3.28 e Efésios 2.10 como fundamento para o que vem a seguir.

Assim como os membros do corpo não têm vida própria, as unidades básicas dependem da Cabeça e como uma noiva, devem focar no Noivo e experimentar com Este a intimidade planejada por Deus. Ele diz:

“Se os grupos pequenos se tornam só mais um programa de crescimento de igreja que não ajuda as pessoas a experimentar a presença e poder de Jesus, eles não treinarão efetivamente os seguidores de Jesus a se tornar discípulos que possam fazer discípulos”.

Não há como dissociar Cristo da comunidade. Eles são um. A comunidade não é uma organização e sim um organismo:

“Se a comunidade for outra coisa qualquer que não o corpo de Cristo, não está cumprindo o seu propósito”.

Contudo, uma unidade básica não é o Corpo de Cristo em si mesma, mas a união delas formam esse Corpo. “As unidades do corpo de Cristo são parte de uma comunidade ampliada”, mas quando se inter-relacionam então se completam e ganham o sentido de Corpo. Isso tem implicações práticas e pessoais que devemos desenvolver. Ao termos a consciência de que somos “membros de Cristo” (1Co 6.15), não podemos permitir que nossos olhos ou ouvidos, por exemplo, ouçam coisas que são incompatíveis com a presença dEle em nós.

A maneira como o autor aborda essa questão da unidade orgânica das unidades básicas com Cristo é tão intrínseca, que não posso deixar de citar na íntegra o seu pensamento a esse respeito:

“Não há substituto humano para a comunidade habitada pelo Espírito de Cristo. Nenhum grupo grande, nenhuma organização paraeclesiástica, nenhum grupo pequeno de cristãos tentando cumprir algum propósito particular pode tomar o lugar da comunidade de crentes que sabem que o seu vínculo é Cristo. À medida que eles funcionam como um corpo, eles veem a atividade corporativa de comunidades irmãs operando em algum oikos próximo, revelando Cristo a outros”.

Nenhuma unidade básica por si mesma conseguirá cumprir sua missão sozinha, mas deve se ver como parte de uma família ampliada. Neighbour, então, desenvolve o conceito de gerações por meio da paternidade espiritual, que é o único modo de desenvolvermos comunidades saudáveis com filhos espirituais que se tornarão pais espirituais, e diz: “Isso precisa se tornar parte do nosso DNA”.

É isso aí!

Marcos Arrais

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