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O que a Igreja deveria aprender com as novas manifestações

Posted on 13 julho 2013 by admin

Independente do desfecho sociopolítico que as novas manifestações vão tomar, é impressionante o efeito didático que elas trazem para a Igreja:

1. UM MOVIMENTO MULTICÊNTRICO: percebe-se que não há uma liderança centralizadora, mas o desejo popular por mudanças. Precisamos abandonar a dependência que criamos em determinadas personalidades que se apropriaram de estandartes próprios do Evangelho. Não há mais espaço para culto a personalidade no mundo, porque deveria haver na igreja de Cristo? A Igreja é uma voz e não um rosto.

2. EFEITO VIRAL: O efeito multiplicador desse movimento é fora de qualquer controle! Quando Jesus disse que deveríamos sair por todo o mundo e fazer discípulos, creio que era mais ou menos esse tipo de resultado que Ele tinha no coração. Como uma grande epidemia, o Reino de Deus deve se espalhar.
– A parábola do fermento (Mt 13.33)

3. UMA GRANDE CAUSA: As pessoas clamam por justiça e paz. Essa é a mensagem do Reino de Deus (Romanos 14.17). Não é possível que o mundo tenha se apropriado do discurso que deveria ser propagado pela igreja, enquanto esta se ocupa com picuinhas e mediocridades.

4. UMA INSATISFAÇÃO: Grandes mudanças começam com um sentimento de insatisfação. Não podemos alinhar nossa mensagem com a ideologia de quem domina. Está tudo errado! Nossa mensagem, assim como a de Cristo, de João Batista e dos apóstolos, deve provocar desejo por mudanças! (At 2.37; João Batista: Mt 3.1-12)

5. NÃO HÁ PARTIDOS POLÍTICOS: A multidão não tolera bandeiras partidárias porque entende que a mudança deve vir do próprio povo. Não há espaço para autopromoções e propagandismos. Como povo de Deus, só há uma bandeira que devemos arvorar: a do Evangelho da redenção em Cristo!

6. NÃO HÁ ESTRELAS: Não há palanques, artistas, políticos ou qualquer tipo de personalidade que se destaque nesse movimento. Não há sequer um microfone na mão de alguém!” Será possível que ainda manteremos o busto ostentoso de líderes cristãos na frente de nossos templos? Será que ainda insistiremos numa estrutura de liderança verticalizada? O povo tomou a causa! O povo foi à rua! Se há um lugar onde a liderança deve ser exercida com a pirâmide de cabeça pra baixo, esse lugar é a igreja de Cristo. É hora de exercermos o sacerdócio universal de cada crente.

7. NÃO CUSTOU NEM “R$ 0,20”: Cada pessoa faz o seu próprio cartaz de cartolina e vai à rua! Espero que tenhamos aprendido que para mobilizarmos um povo, não precisamos de um orçamento milionário. Chega de gastarmos fortunas com megaestruturas e pirotecnias para investirmos naquilo que realmente interessa: VIDAS.
8. UNIDADE: O povo se uniu em torno de um único interesse: Justiça. Muitas causas que visam o mesmo fim. Grupos diferentes que desejam a mesma coisa: mudança. Somos um único povo, temos um único Senhor, recebemos do mesmo Espírito. A cruz é o ponto de convergência entre o povo de Deus. Não importa qual seja a placa, ou como é a dinâmica de culto que praticamos, fomos redimidos pelo mesmo sangue e vamos habitar no mesmo céu.

O PAPEL DA IGREJA

1. ABENÇOAR A NAÇÃO
Is 61.1-4

2. ORAR PELA NAÇÃO
“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os homens que exercem autoridade, para que tenhamos vida tranquila e pacífica, com toda piedade e dignidade” (1 Timóteo 2.1-2).

3. IR À LUTA PELA NAÇÃO

• Apregoando o Evangelho transformador
• Protestando contra a injustiça e a opressão
• Exercer cidadania nas urnas
• Não deixar ser influenciado pelos valores (sem valor) desse mundo

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