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Adoração em Santidade, Nossa Suprema Vocação

Posted on 25 março 2011 by admin

O último capítulo é uma prova de que Valnice manteve um alto nível de profundidade do começo ao fim do livro. É uma chamada a voltarmos à nossa origem, Deus, e a cumprirmos o nosso supremo chamado, a ADORAÇÃO. Ainda Que tenhamos nascido corrompidos pelo pecado, num mundo governado pelos princípios das trevas e vivamos num corpo carnal, somos chamados a vivermos como “adoradores e em estado de santidade”. Valnice deixa claro o porquê: “Adoradores santos, serão invencíveis e se converterão na maior ameaça para Satanás. A adoração em santidade, pois, é o grande imperativo e o maior desafio para nós”. Para a autora, qualquer vitória fora desse âmbito será transformada em fracasso, como ocorreu com a igreja “chamada cristã” na Idade Média que praticamente sucumbiu ao poder do principado de Roma. Para reforçar o pensamento, Milhomens deixa algumas bases bíblicas: Sl 24.3,4 e Sl 15.1-5.

No capítulo, Valnice sintetiza em sete pontos o plano redentivo divino para o homem:

1. Deus é amor – “O homem é a expressão do amor e graça de Deus”. Somente quando desfrutamos desse amor pelo relacionamento com Ele, encontramos a verdadeira felicidade. A autora descreve o que entende por adoração em uma frase muito simples: “Adorar é amar”. Quando amamos a Deus, estamos adorando-O.

2. Pelo pecado o homem perdeu a capacidade de se relacionar com Deus. Mas na obra da redenção, sua natureza é recriada e se torna participante da natureza divina. Somente como seres recriados podemos oferecer uma verdadeira adoração.

3. A Obra de redenção visa levar o homem de volta à sua primeira vocação: adorar a Deus. Essa obra não se resume em perdoar pecados simplesmente, mas em restaurá-lo à sua posição primeira como imagem de Deus.

4. Adorar é amar. Essa consciência deve nos possuir às 24 horas do dia em tudo o que fizermos.

5. Deus está em busca de Seus verdadeiros adoradores (Jo 4.23,24). Sua busca é por adoradores e não por pregadores, pois estes Ele comissiona.

6. Quando o homem redimido adora a Deus, manifesta a vitória do Cordeiro e a derrota de Satanás. Essa vitória se deve ao fato de que homens nascidos no pecado tiveram seus jugos quebrados e foram transportados ao lugar de liberdade para adorar seu legítimo Senhor.

7. A maior vingança do homem contra Satanás é quando ele, liberto do seu domínio, com um espírito recriado pelo Espírito Santo, entrega-se a uma genuína adoração ao Seu Criador.

De forma envolvente Valnice descreve como teria sido o momento em que o homem fora criado. Ali, a sua primeira visão fora Deus. Certamente, irrompeu em adoração ao Criador, envolvendo-se numa contemplação de amor a Ele.

“O Primeiro dia do homem na terra foi de culto; não de trabalho. Sua semana começou com o dia do Senhor. Antes de partir para o labor da Terra, foi iniciado no caminho do culto e de comunhão com o Seu criador. Era Shabat (…)”

O fato de o homem ser criado na entrada do shabat, dá uma conotação inteiramente diferente acerca do propósito na vida: “O primeiro trabalho do homem é adorar o Seu Criador (…). Quando ele partir para o trabalho da semana, não será um peso, porque ele está abastecido e carregado na atmosfera desse culto”. Era na viração do dia, portanto, que Deus tinha um encontro com homem e recebia a sua adoração.

Tão profunda é a descrição da autora, que faço uma transcrição do seu pensamento:

“O dia termina ao pôr do sol. Quando este descambava no horizonte e as trevas da noite se aproximavam para ocultar tudo o que estava à vista, chegava o Criador para repetir a experiência de ser última visão do dia e a primeira do novo dia. Consequentemente, o dia terminava e começava em adoração e comunhão. A última viração do dia no Éden marcou o divórcio entre Deus e o homem. Que tragédia! Não será esta a razão porque o pôr-do-sol hoje tem sabor de nostalgia, um gosto de saudades? É que um dia, ali no Éden, aquele céu rubro, que fazia saltitar o coração na expectativa do encontro de amor com o Pai-Criador, trazia agora em si a amarga lembrança do pecado que o afastara dEle e o lançara ao encontro das trágicas conseqüências da queda, longe de Deus, e carregando no peito a dor da ausência de Quem era sua própria vida. Mesmo sem que o homem saiba, cada vez que o sol descamba no horizonte, lá dentro do espírito ele tem saudade da sua primeira vocação. É como se nos genes do homem estivesse gravada a mensagem do tempo em que sua última viração do dia, no Éden, foi um divórcio, solitário e saudoso, não consegue contemplar um pôr-do-sol sem calar-se e voltar-se para dentro de si mesmo. Ele não sabe identificar o porquê dessa reação, mas é a falta de Sua razão de ser, Deus mesmo, que deixa em sua alma um vazio que só Ele pode preencher. Ali no jardim, as trevas desceram sobre as trevas desceram sobre o seu coração e ele nunca mais descortinou a luz até que Jesus, o Nazareno, surgiu no cenário dos homens, trazendo um rasgo de esperança, porque ‘O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou” (MT 4.16)”.

Sensacional!!

Continua…

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