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Santidade, Arma de Batalha Contra a Feitiçaria e a Imoralidade

Posted on 19 março 2011 by admin

Neste penúltimo capítulo a autora aborda a questão da santidade, salientando tratar-se de uma “posição em Deus” reconhecida pelo inferno na guerra espiritual. Nossa autoridade, conforme entendido por Valnice, encontra-se à partir de uma “posição oposta”, posição que explica nos seguintes termos: “se a feitiçaria é a expressão da rebelião, só posso confrontá-la a partir de uma posição de obediência a Deus”. A imoralidade é vencida com uma vida santa, e assim por diante.

Como santidade, a autora entende ser “o fruto de uma obra em nosso caráter, realizada pelo Espírito Santo, com vistas à formação do próprio caráter de Cristo em nós. Essa santidade é um imperativo para quem deseja estar em comunhão com Deus (Hb 12.14).

A santidade fala de separação do que é profano, para o uso exclusivo de Deus

Nesse ponto Valnice destaca que devemos possuir uma consciência que distinga o que é santo e o profano.

A Santidade fala do caráter exaltado e perfeito de Deus

Referindo ao texto de Isaías 6.1-5, Valnice enfatiza a grandeza e santidade divina, demonstrando o quanto Deus é adorado e reverenciado nos céus desde a eternidade. Esse entendimento deve provocar no homem profunda consciência do seu próprio pecado e levá-lo ao arrependimento, como fez o profeta. Diante desse fato, Valnice exorta seus leitores a que vivam na consciência de que são templos santos, ou seja, habitação de um Deus santo, gerando atitudes santas. Transcrevo, na íntegra, um trecho que descreve o zelo da autora por esse assunto:

“Com a desculpa de que Deus não olha para a aparência, de que é uma questão de usos e costumes, quantas vezes estamos sendo canais para liberar os espíritos de imoralidade, semeando sedução por onde passamos. Nosso corpo é um santuário e não convém que ele desfile pelas ruas da cidade enviando mensagem de carnalidade, sensualidade e imoralidade. Esse corpo deve circular pelas ruas como símbolo de dignidade, de quem transporta dentro de si o Espírito Santo de Deus”.

O Atributo dos atributos

A santidade de Deus é o atributo mais destacado na Bíblia e é até mencionado antes do seu amor, que só aparece pela primeira vez em Deuteronômio 4.37.

A santidade de Deus ressalta o aspecto moral do Seu caráter

A qualidade ética do caráter de Deus deve se refletir no viver de Seu povo e compreende uma separação moral de tudo aquilo que é profano aos Seus olhos. “O sentido principal da santidade é dedicação e consagração, a qualidade de ser separado para Deus”, afirma. Se no Antigo Testamento a santidade tinha um sentido cerimonial e didático, no Novo Testamento ela assume uma característica ética. Isso deve interferir na nossa conduta, fazendo-nos comportar-nos “de acordo com os valores e princípios estabelecidos na Palavra de Deus”.

Valnice salienta o fato de que “o que era pecado há mil anos, continua sendo pecado”. Embora os valores e padrões tenham mudado para os homens, permanecem os mesmo para Deus.

A santidade é uma exigência de Deus para Seus filhos

“Pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.15,16).

Valnice anima seus leitores dizendo que é possível vivemos esse padrão de santidade porque no ato da regeneração a santidade foi transmitida ao espírito do homem, capacitando-o a desenvolver um caráter santo.

O Deus Triúno está interessado na santidade do Seu povo

Deus não somente está interessado em que sejamos santos, como também nos proveu os recursos necessários para que isso seja possível (1Ts 5.23,24). A Palavra é um instrumento santificador (Jo 17.17); O sangue de Jesus nos santifica (Hb 10.10); e o Espírito Santo é o agente dessa santificação (Rm 15.16; 1Pe 1.2)

O lado humano da santificação

“O prover os recursos, é de Deus; mas o lançar mão deles, é do homem”, assegura a autora. Valnice destaca pelo menos quatro “recursos” que podemos lançar mão para esse fim: a fé (At 26.18); a obediência à Palavra (Jo 17.17; Ef 5.26); a rendição ao espírito Santo (Jo 16.13); e o compromisso pessoal.

O significado da santificação

A autora pontua “três fases no processo da santificação”: A posicional, no ato do novo nascimento; a experimental ou prática, durante toda a vida; e a final, na glorificação do crente, no Céu. Todas abordadas largamente no livro.

No final do capítulo, Valnice resume o que entende por santidade:

“E o que é santidade, senão a manifestação do caráter do Filho de Deus em nós?”

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