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Adoração, Arma de Combate Contra a Idolatria e a Religiosidade

Posted on 21 janeiro 2011 by admin

Um capítulo quase poético, onde a autora, adoradora nata, é embevecida pelo tema “adoração”. Valnice dá especial destaque à adoração como “a mais poderosa arma de batalha espiritual em nível estratégico para destronar os principados da idolatria e da religiosidade”. Isso se dá pelo simples fato de que onde o Senhor é adorado aí Ele habita, e dessa forma a Sua presença destrói todo principado ou demônio. Uma verdadeira adoração que sobe da Terra e toca a presença de Deus é capaz de “neutralizar”, como diz a autora, toda falsa adoração. Isso porque ela se vale do princípio de que “a melhor forma de combater um espírito maligno é adotar a posição contrária”.

Mas o conceito que Valnice trás de “adoração” não se limita àqueles momentos específicos onde cantamos para Deus. Para ela, adoração é um “modo de viver”.

A autora analisa o Salmo 149 como uma forma de mostrar de que maneira o louvor e a adoração se tornam armas de guerra espiritual:

•    Um cântico novo “Louvai ao SENHOR. Cantai ao SENHOR um cântico novo” (vs.1). Um convite a sair do rotineiro e deixar brotar do coração um cântico novo. Dessa forma as trevas vão cedendo e o Reino de Deus se alarga em toda Terra.

•    A assembléia dos santos –“o seu louvor, na assembléia dos santos.” (vs.1). A celebração dos crentes em assembléia trazendo o estrondoso coro de louvor e adoração tem se ouvido por toda a terra como nunca antes na história. Valnice ressalta a marcha pra Jesus, evento que tem levado mais de um milhão de crentes para exaltar Jesus só nas ruas de São Paulo; e também faz menção das monumentais campanhas evangelísticas de Reinhard Bonkke na África. “Regozije-se Israel no seu Criador, exultem no seu Rei os filhos de Sião” (vs.2). O regozijo é a expressão natural de quem está cheio de Deus. “Louvem-lhe o nome com flauta; cantem-lhe salmos com adufe e harpa” (vs.3). Essa explosão de expressões de adoração a Deus é “um golpe certeiro” que é aplicado ao “espírito de religiosidade trazido pela idolatria romana ao Cristianismo”.

•    A alegria do Pai –“Porque o SENHOR se agrada do seu povo e de salvação adorna os humildes” (vs.4). Deus se agrada com a adoração espontânea do Seu povo que, como crianças, derramam-se diante do Pai.

•    Adoração em casa –“Exultem de glória os santos, no seu leito cantem de júbilo” (vs.5). “Uma adoração que é levada para o seio da família”. Não é apenas nos ajuntamentos, mas “quando repousamos a cabeça sobre o travesseiro, aí está na alma e nos lábios o nosso cântico de adoração e louvor. Dormimos com uma canção, e acordamos com ela, porque a nossa razão de viver é adorar a Deus”.

•    Adoração entusiasta – “Exultem de glória os santos”. Uma adoração cheia alegria e intensidade, resultado da ruptura dos laços de religiosidade que prenderam o culto, tornando-o litúrgico e inexpressivo e deixando o júbilo para o que é carnal. A autora ensina que o “dom redentivo” do brasileiro é a alegria, característica que foi deturpada por Satanás criando as festas da carne (carnaval). Mas podemos trazer essa alegria para aos nossos cultos, o lugar de onde ela nunca deveria ter saído. Os gritos de exultação devem estar presentes em nossos ajuntamentos: “Nos seus lábios estejam os altos louvores de Deus” (vs.6). O louvor e a Palavra de Deus são armas que, combinadas, manifestam o mais tremendo poder: “nas suas mãos, espada de dois gumes”. “Esse tipo de louvor se torna profético e causa um tremendo efeito no mundo espiritual”

•    Arma de guerra –“para exercer vingança entre as nações e castigo sobre os povos” (vs.7). Quando adoramos a Deus, “estamos reforçando o fato de que Satanás foi derrotado na Cruz”. Esse louvor profético paralisa os adversários: “para meter os seus reis em cadeias e os seus nobres, em grilhões de ferro” (vs.8). Valnice ainda relaciona o verso seguinte: “para executar contra eles a sentença escrita” (vs.9) com Ef 3.10: “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais”.

•    A honra dos santos – “o que será honra para todos os seus santos. Aleluia!”. “Não são os anjos do Céu, mas nós mesmos, redimidos na Terra, que, pela poderosa arma da adoração temos tão elevada honra”. É quando estamos envoltos nos braços do Pai pela adoração que o inimigo não tem como nos encontrar, pois “encontrar-se-á com o olhar de Deus e fugirá aterrorizado”.

Lúcifer era encarregado pela adoração a Deus, mas terminou desejando ser alvo dela (Ez 28.14,15; Is 14.13,14). Quando viu o homem, criado à imagem e semelhança do Criador, arquitetou um plano para atrair a sua adoração:

•    Quis estabelecer um lugar acima de Deus a fim de ser adorado.
•    Desde o Éden ele busca a adoração do homem.
•    Ele faz qualquer negócio para ser adorado.
•    Pela idolatria, até mesmo dentro do cristianismo, ele busca receber a adoração que é exclusiva de Deus.
•    Satanás disputa o lugar de Deus no coração dos homens, mantendo-os cegos.
•    Ele busca levar os santos a se distraírem de modo a não prestar culto a Deus.
•    Ele busca levar os santos ao pecado, a fim de que sua adoração a Deus não seja aceitável.

Valnice encerra o capítulo fazendo uma severa crítica a grupos musicais que tomam o título de cristãos, mas que sustentam pecados ocultos de imoralidade e alimentam orgulho, espírito de independência e rebelião, profissionalismo sem espiritualidade, competição e métodos escusos de lidar com as finanças. Para ela, essas atitudes demonstram a forte investida de Satanás contra a adoração, roubando-a de Deus.

Encerro, portanto, esse capítulo, citando a autora:

“Que ninguém se iluda: adorar não é cantar, adorar não é tocar. Os cânticos dos instrumentos musicais podem se converter em veículos de adoração, mas em si mesmos não são adoração. E o que não brotar de lábios santos e puros, não chegará ao trono de Deus”.

 

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