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Confronto Aberto Com a Feitiçaria e a Imoralidade

Posted on 14 janeiro 2011 by admin

Um longo capítulo onde a autora narra de forma fascinante as experiências de guerra espiritual que enfrentou para implementar a visão celular no governo dos doze na nação brasileira.

Valnice comenta sobre os excessos e deturpações que a visão celular sofreu quando muitas denominações criaram seus próprios materiais, diferentes da fonte, Bogotá. Ela também reconhece que desde o princípio da igreja no primeiro século, “os maiores opositores dos moveres de Deus não são os perdidos lá fora, mas instituições e líderes religiosos que, não compreendendo o que o Espírito faz em sua geração, precipitam-se em atacar a obra de Deus, taxando-a de demoníaca”.

Valnice recorda a terrível investida de calúnia que a visão celular sofreu na televisão, no rádio, na imprensa em geral e nos púlpitos das igrejas, ao mesmo tempo em que milhares de pastores a abraçavam e multidões eram transformadas nos chamados “encontros”. Foi quando se deu conta da terrível guerra que estava por trás de toda a perseguição, guerra que desencadeou uma série de acontecimentos, no mínimo impressionantes, narrados nesse capítulo.

Nessa parte do livro a autora, enquanto descreve as experiências de confronto espiritual que sofrera na época, aproveita para ensinar princípios importantes de libertação e afirma: “o reino do espírito obedece a princípios de legalidade” e dá uma lição de caráter demonstrando sua experiência pessoal: “quanto mais intensa uma batalha, mais sóbria me torno. Ouço agressões calada, não revido, consigo lidar com situações explosivas sem que outros percebam. Isto é resultado de um longo processo, desde a conversão, buscando aprender a morrer e usar todas as circunstâncias adversas como oportunidades para a formação do caráter de Cristo em mim”.

Valnice confessa que diante do novo nível de guerra que começava a enfrentar, sentia-se como uma criança tendo que aprender de que forma lidaria com tantas “bombas” atiradas de todos os lados. A seguinte pergunta revela a perplexidade com que encarara esse novo nível de guerra: “Como será esta nova batalha? Se os envolvidos no passado com Roma foram atingidos, o que será dos que tiveram problema com imoralidade? Dá-me mais da Tua graça, Senhor”.

Em meio à lancinante crise pela redenção da nação, dentro e fora dos arraiais da sua própria igreja, a clamores e indagações por respostas, a autora narra uma experiência que tivera com Deus, na qual o Espírito Santo lhe falara: “Há virtudes que podem se transformar nas maiores fraquezas. Quando isso acontece o inimigo se vale delas para roubar meu projeto naquela vida”. Diante de várias situações ocorridas em que o Espírito lhe mostrava, conforme relata no capítulo, Milhomens confessa: “senti que estava sendo virada do avesso”, pois percebia alguns erros que cometera por conta de virtudes mal aplicadas. Fora quando ouvira do Espírito: “A virtude se transformou em fraqueza”. Isso se referindo às vezes que deixara de lado o ministério pessoal para dedicar-se incondicionalmente a outros.

Valnice comenta seu senso de aliança quando diz algumas de suas célebres frases, tais como: “os aliançados se arranham mais não se separam” e ainda acrescenta: “meu senso de aliança é muito forte. (…) E submissão é submissão. Costumo dizer que nasci para obedecer. Isto Deus tem em Valnice: disposição de obediência incondicional. Faz parte de nossa aliança: obedecer em tudo, sem nunca questioná-lo. Tenho o mesmo tipo de atitude para com uma liderança sobre mim, desde a infância”.

A autora continua narrando sua experiência com Deus, a qual levou toda a INSEJEC (Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo), igreja da qual é presidente, a voltar-se para seus fundamentos enquanto Ministério Palavra da Fé. Certa de que a sua vocação profética para o Brasil é o seu chamado original e que a INSEJEC é uma plataforma de um projeto divino para a redenção da nação.

No tópico intitulado “A prova de Deus”, Valnice relata um dos acontecimentos mais polêmicos de sua carreira ministerial, o voto de nazireado. Nessa parte ela reafirma sua incondicional disposição em obedecer a Deus, lembrando a promessa que fizera a Deus aos 17 anos de idade, quando disse: “Senhor, vou sempre Te obedecer, sem nunca Te questionar. Confiarei em Ti, em todas as circunstâncias.”. A autora ainda descreve a oração que tem feito muitas vezes: “Não olhes para as minhas lágrimas, nem tenhas pena da minha carne. Não é rebelde o meu coração. Irei contigo até o fim, a qualquer preço”.

Nessa época, Valnice com toda a INSEJEC entrou num período de jejum por setenta dias e “turnos sacerdotais” de 24 horas, onde pastores se revezavam de 4 em 4 horas. Nesses dias o principado da imoralidade foi denunciado quando muitos pecados no Corpo vieram à tona. A autora expressa seu profundo pesar e tristeza com o mundanismo e toda forma de imoralidade ainda presente na igreja de Cristo e afirma que se queremos vencer uma força inimiga, devemos adotar uma posição oposta. Daí surgiu a “adoração em santidade”, tema do presente livro.

Após um período de jejuns e muitas confirmações de datas como, por exemplo, os nove meses iniciais (tempo de uma gestação), estendendo-se por mais alguns períodos (por outras causas nacionais) até completarem-se um ano, Valnice sai dos “crus” e come um sanduíche feito de pão integral e cebola! Nessa época a terceira convenção anual g12 foi realizada no ginásio do Ibirapuera com a forte manifestação da presença de Deus e uma convicção: “o filho nasceu!”.

Valnice ressalta que não há sacrifício em fazer a vontade de Deus e que a vontade do Pai não vem para nos destruir. Testemunha a autora que seus prolongados jejuns (muitos deles estendendo-se por anos a fio) são fruto de anos de adaptação metabólica e que seu estado físico fora totalmente beneficiado com essa prática: “tenho me sentido totalmente renovada e cheia de energia e com os sentidos intelectuais e espirituais bastante aguçados”, afirma a autora. Diz ainda que Deus dá a diferentes ministérios diferentes unções para desempenhar a Sua vontade na terra e que cada um deve andar de acordo com o seu chamado.

Valnice encerra o capítulo sintetizando as “diferentes fases da batalha”, conforme o Senhor a tem guiado:

•    O Programa da Força Aérea – Com sabe na profecia de Joel. Esse modo de guerra ocorre por meio de jejum, arrependimento por identificação, guerra espiritual e adoração para lidar com as maldições nacionais e confrontar o principado da idolatria (descrito no livro “O Jejum e a Redenção do Brasil”).

•    O Programa da Infantaria – Aqui é a guerra corpo-a-corpo, onde a igreja busca um modelo estrutural no retorno à Jerusalém. A autora defende esse modelo como a Igreja em Células no Governo dos Doze (descrito no livro “Plano Estratégico Para a Redenção da nação”).

•    O Programa da Marinha – “Águas falam do Espírito Santo”. Essa parte é profetizada por Joel em seu livro, capítulo 2, versos 28 ao 32, onde aponta para um grande derramar sobre toda a terra. Valnice assegura que “o segredo da nossa autoridade reside em nossa posição em Deus, que só o Espírito Santo pode gerar”. É mediante uma vida no Espírito que o caráter de Cristo é formado em nós e seremos dirigidos de modo vitorioso na guerra pela redenção da nação.

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