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Um Processo de Restauração

Posted on 29 julho 2010 by admin

No texto do presente capítulo, em minha opinião, a chave para entendermos o porquê da igreja em células, Valnice analisa os “sete grandes moveres” que o Espírito Santo tem realizado desde a Reforma Protestante com o intuito de trazer a Igreja de volta aos fundamentos deixados pelos apóstolos. Ela tenta resgatar por meio do exame dessas operações os valores e princípios perdidos pela igreja como resultado da influência de Roma. Para a autora, “nossa metodologia emana de nossa teologia. Conceitos teológicos vão determinar os nossos métodos”. Dentro desse pensamento, Valnice defende uma revisão da nossa teologia uma vez que o entendimento da estrutura eclesiástica que a igreja herdou está impregnado de influências do principado de Roma.

Para que essa revisão ocorra, Milhomens alerta que devemos nos desprover das paixões doutrinárias ou denominacionais que bitolaram nossa forma de pensar, e voltar-nos inteiramente para o Espírito de Deus, examinando as Sagradas Escrituras, a fim de captarmos o mover de Deus para a nossa geração. “Não somos responsáveis pelos erros das gerações passadas, mas sofremos as suas consequências”, afirma a autora. Por isso a igreja do século XXI tem o compromisso de colocar a nossa geração de volta ao curso traçado pelo Fundador da Igreja: Jesus.

Valnice mais uma vez recorre à soberania divina e assegura que Deus mesmo, por meio do Seu Espírito, está trazendo a igreja de volta aos seus princípios fundamentais. Os sete moveres do Espírito Santo, conforme listado pela autora são os seguintes:

  • O Mover Protestante – “Levantam-se os protestantes, resultantes da Reforma no século XVI, proclamando a restauração da grande verdade bíblica: ‘o justo viverá pela fé’” (Rm 1.17). A Reforma foi um ponto de partida e um divisor de águas entre o Cristianismo idólatra de Roma e a busca da pureza do Evangelho bíblico.
  • O Mover Batista – Proclamando Atos 2.38, no século XVII cristãos se levantam restaurando as verdades a respeito do batismo em águas por imersão como resultado de uma experiência de regeneração. Mas não era simplesmente o batismo pelo batismo, mas a mensagem que este ato traz: a identificação com Cristo em Sua morte, sepultura e ressurreição (Rm 6). Os batistas também levantaram a bandeira da autoridade infalível e insubstituível das Escrituras.
  • O Mover Metodista – Esse surgiu por volta do século XVIII. Ali os cristãos levantaram a bandeira da santidade prática e da evangelização.
  • Missões Modernas – No século XIX Os cristãos são despertados para a Grande Comissão, como ordenada por Jesus Cristo em Mateus 28.18-20. Guilherme Carey, um sapateiro, volta-se para os povos pagãos e inicia o novo mover do Espírito tendo a Índia como ponto de partida.
  • O Mover Pentecostal – A realidade de cumprir a Grande Comissão demandou que os cristãos fossem revestidos com poder sobrenatural para desempenhar tal tarefa (Atos 1.8). No século XX “um avivamento espiritual, que afetou de modo poderoso a evangelização dos povos no último século, levou a igreja de volta a Atos 2, à tremenda experiência do batismo no Espírito Santo, que resulta no revestimento de poder necessário para testemunhar com resultados”.
  • O Mover da Renovação Espiritual – Cerca de cinquenta anos mais tarde, a restauração dos carismas deixa de ser propriedades dos pentecostais, considerados uma classe inferior de cristãos, para entrar em todas as esferas da Igreja de Cristo na Terra.
  • O Mover da Igreja em Células – Todos os moveres antes desses deram ênfase a aspectos doutrinários. Mas vinho novo não pode habitar em odres velhos. Daí surge o último e grande mover: A Igreja Em Células. “este tem a ver com a estrutura da Igreja e o programa de discipulado”.

Valnice está segura de que após a reforma teológica, agora é a vez de uma revolução estrutural da Igreja de Cristo. Primeiro a teologia, agora é a vez da metodologia. O retorno da igreja às casas, conforme praticada em Atos, no templo e nas casas, é a estruturação do novo odre que comportará o vinho do avivamento.

A autora admite que as resistências por parte de lideranças “acostumadas aos padrões do passado”, sempre ocorreram todas as vezes que o Espírito leva a igreja a uma nova restauração. Mas tranquiliza seus leitores declarando: “O Espírito Santo encontra pessoas, em todos os seguimentos da Igreja, sensíveis à Sua voz, que respondem prontamente ao que Ele fala às Igrejas”.

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