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O Contra-Ataque de Roma

Posted on 22 julho 2010 by admin

Neste interessante capítulo, Valnice Milhomens explana como a igreja de Cristo foi perdendo a sua essência ao longo da história, permitindo que forças demoníacas entrassem e minassem sua estrutura. Dessa maneira a igreja perdeu gradativamente  seu poder de influência e tornou-se uma religião fria e sem vida. Valnice comprova esse fato através da “Parábola da Igreja de Duas Asas”, contada pelo Dr. Bill Beckman, teólogo da igreja em células.

Segundo a parábola, quando a igreja perdeu a “asa do grupo pequeno”, ficando apenas com a “asa do grupo grande”, seu poder de obedecer aos comandos de Deus na terra tornou-se limitado.

Para a autora, a igreja que Cristo nos legou é a igreja “no templo e nas casas” (Atos 5.42). Essa igreja revela de forma mais plena o caráter de Deus, por manifestar Sua transcendência e majestade, e Sua imanência e simplicidade. Descrevo alguns pontos de fundamental importância dessa igreja, conforme defendido pela autora:

  • Cada um que chega tem algo para dar (1 Co 14.26) e não se comporta como mero expectador;
  • A casa começa a provar o poder de Deus na cura dos enfermos, libertação de opressão, suprimento de necessidades, perdão etc.;
  • Os vizinhos são impactados e testificarão: “Deus está aqui”;
  • O testemunho de transformação e poder de Deus alastra-se como uma fogueira pela vizinhança.

Esta nascente igreja prevaleceu no início de sua história até fazer o maior de todos os impérios, o romano, curvar-se ante o senhorio de Cristo. Contudo um contra-ataque foi desferido contra ela. No século IV o Estado casa-se com a Igreja, a fim de miná-la por dentro. Valnice chama essa força destrutiva de “Roma”, que nada mais é do que um principado satânico operando por meio dos grandes impérios com o intuito de suprimir e destruir o avanço do Reino de Deus.

Valnice descreve como as forças das trevas operaram por meio de grandes impérios sem o temor de Deus na história, tais como o de Tiro (Ezequiel 228.2-10); o da Pérsia (Daniel 10); da Grécia. A autora assegura que esses “príncipes” não se tratam de seres humanos, mas de seres satânicos que influenciam decisões em impérios ímpios. Por ser o principado que operava nos dias que Jesus nasceu e por ser o mesmo que perseguiu os Seus discípulos e a igreja, a autora analisa a forma de atuação do “principado de Roma” e deixa claro que não se trata de um povo ou de um país, mas de forças tenebrosas que operam e assumem o nome dos grandes impérios.

Como a igreja não pôde ser vencida “por fora”, através de perseguições, torturas, espoliações, martírio etc., “Roma” planejou outro tipo de ataque e mudou a tática. A estratégia agora era “vencê-la por dentro”. Essa tática, segundo Milhomens, foi o casamento da igreja com o Estado. O cristianismo tornara-se, então, a religião oficial do império, com o intuito deste influenciar suas crenças e valores. Abaixo listo os sete aspectos que a autora aponta como aqueles que se distanciaram do que ela chama de “modelo da Igreja em Jerusalém”:

1. Deixou de ser perseguida para ser a igreja da situação. Com isso as conversões genuínas foram desaparecendo e dando lugar a adesões meramente religiosas.

2. Deixou as exigências do discipulado para seguir a cristianização em massa. Multidões foram entrando na igreja sem passar pelo novo nascimento.

3. Deixou o poder do espírito pelo poder da estrutura. As manifestações sobrenaturais do Espírito Santo foram desaparecendo e dando lugar ao poder da estrutura, governada pela inteligência de homens e pelas habilidades naturais.

4. Deixou a autoridade espiritual pela autoridade temporal. O Cabeça da igreja, Cristo, foi substituído pelo clero.

5. Deixou a liberdade de culto no Espírito, pela liturgia. A liberdade e espontaneidade dos cultos deu lugar a cultos rígidos, estáticos, sem vida, fruto da mente humana, uma liturgia vazia e destituída de poder e unção.

6. Deixou o sacerdócio universal pelo sacerdócio do clero. Agora a Igreja estava centralizada em um homem, um prédio e uma rígida estrutura de culto. Apenas uma classe, a dos sacerdotes, exercia o ministério. Os demais passaram a ser chamados de leigos.

7.Deixou a adoração a Deus pela adoração do panteão Greco-romano. A adoração devida exclusivamente a Deus passou a ser desviada para uma série de entidades pagãs que assumiram os nomes de destacados cristãos da história da igreja como apóstolos e mártires.

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