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Celebrando a Provisão

Posted on 18 julho 2010 by admin

“Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra;  e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo” (Gênesis 14.18-20).

INTRODUÇÃO

Deus nos cercou de bens e provisões necessárias à nossa subsistência. Tudo o que existe na natureza foi feito para que o homem desfrutasse de forma responsável e consciente (Gênesis 1.29-31). Claro que, apesar de possuirmos tudo para a manutenção da vida, não encontramos uma mesa posta com tudo pronto, por isso Deus estabeleceu-nos para cultivar e guardar os recursos do planeta (Gênesis 2.15). Dessa forma o homem tornou-se o mordomo de tudo quando Deus criou, cabendo a ele administrar e usufruir de tudo quanto lhe é lícito. Por que o trabalho, para muitos, se tornou algo sem sentido e enfadonho? Como podemos encontrar prazer e realização nas obras de nossas mãos? Como explicar o fato de muitos terem tanto e não serem felizes, enquanto outros, mesmo possuindo tão pouco são realizados? Nessa reflexão vamos abordar o poder de celebrarmos a provisão:

1°. Celebramos a Provisão Ofertando dos Nossos Recursos Materiais

Deus criou uma maneira de celebrarmos a Sua provisão: através das ofertas e dos dízimos. Essa forma de celebrá-lo foi criada para o homem e não apenas para judeus ou cristãos. Desde os tempos mais remotos da história da humanidade (Adão, Abel, Noé, Abraão etc.) temos registros da prática de ofertar a Deus. Sabemos que o pecado distorceu a imagem divina no homem que passou a “tatear” em busca do Criador, e passou a servir a deuses estranhos, dirigindo-lhes as suas ofertas. Desde Gênesis ao Apocalipse, ou seja, antes, durante e depois da Lei de Moisés, a experiência de oferecer oferendas ao Deus Todo Poderoso é vista como uma forma de entrega e celebração que, feita com um coração voluntário e quebrantado, agrada o coração de Deus. Não podemos “espiritualizar” esta forma de celebração a tal ponto que destituamos a prática de ofertas voluntárias dizendo que “Deus só está interessado no coração”! Na verdade, Jesus nos ensinou que o nosso coração sempre estará onde estiver o nosso tesouro (Lucas 12.34). No texto base para essa reflexão, Melquisedeque, uma figura enigmática que representa o sacerdócio de Cristo (Hebreus 7.17), recebe de Abrão os dízimos como prova da gratidão que este teve a Deus pela vitória sobre os seus inimigos.

2°. Celebramos Porque Reconhecemos Que Deus Tem Nos Abençoado

Deus não apenas nos proveu dos recursos naturais, mas também nos fortaleceu e nos deu inteligência e sabedoria para nos servirmos do farto banquete.  Infelizmente o homem tem se tornado egoísta ao extremo a um pondo de nunca está satisfeito com nada. Como a Bíblia nos diz em Provérbios 30.15 e 16: “A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro que não dizem: Basta! Elas são a sepultura, a madre estéril, a terra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: Basta!”. O homem tem se tornado egoísta e ingrato (2Timóteo 3.2). Nunca nada está bom! Dessa forma não enxerga o favor de Deus e conseqüentemente não vê o quanto tem sido abençoado, mesmo em seu estado de rebelião. Quando ofertamos a Deus, reconhecemos que tudo Lhe pertence, que Ele “possui os céus e a terra”. Nada teríamos se dEle não recebêssemos  (1Coríntios 4.7). Quando retemos os dízimos e as ofertas, estamos dizendo com esse ato que Deus está excluído de nossas vidas financeiras e que tudo o que temos é exclusivamente fruto da força do nosso próprio braço. Estamos dizendo que podemos sobreviver sem Ele e que não há nenhuma importância vital na Sua bênção em nossas vidas. Ao celebrarmos a provisão quando ofertamos parte daquilo com o qual Deus nos abençoou, estamos adorando-O e agradecendo-O por ter nos dado recursos e forças para trabalharmos. Desprezarmos isso conscientemente não é só rejeição, mas rebelião aberta. Nossa atitude deve ser celebrar a Deus ofertando-lhe parte da provisão que Ele mesmo tem derramado sobre nós: “Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios” (Salmos 96:8).

3°. Quando Celebramos a Provisão, Prevalecemos Sobre os Nossos Inimigos

Deus sabia o quanto poderíamos nos tornar egoístas e escravos dos prazeres. Para tanto proveu o mecanismo de ofertas e dízimos para quebrar o poder desses adversários de sobre as nossas vidas. Facilmente o homem poderia perder o freio, podendo tornar-se tão mesquinho e avarento que oprimiria os seus próprios semelhantes para obter vantagem pessoal. Jesus dá personalidade à influência que o amor às posses pode exercer sobre as nossas vidas – Ele chama esse poder de “Mamon” (Mateus 6.24; Lucas 16.13). O desejo pela aquisição de riquezas pode tornar-se uma força tão poderosa dentro de nós que se tornaria um laço de morte e ruína contra nós mesmos (1Timóteo 6.10). Muitos têm se tornado escravos do consumismo, das dívidas, da falência e de crises constantes demonstrando assim o poder que “Mamon” pode exercer sobre alguém cuja vida está fora do altar de Deus. Você deseja vencer os seus “inimigos”? Então tenha um coração como o de Abrão que trouxe a Deus, na pessoa de Melquisedeque, os dízimos de tudo quanto possuía. Certamente Deus declarará que nenhum inimigo prevalecerá contra nós, e que eles estarão em nossas mãos. O texto clássico de Malaquias 3.11 invoca essa bênção sobre nós. Diz a Bíblia um pouco mais adiante, que Abrão teve autoridade para confrontar seu inimigo porque não era refém dele (Gênesis 14.21-24).

CONCLUSÃO

Encontremos no ato de celebrar a Deus com os dízimos e ofertas, motivos de sobra de nos alegrarmos no nosso trabalho. Nada teria sentido se o investimento das nossas forças e talentos terminasse em coisas tão irrisórias como roupas e comida. Só encontramos um propósito eterno no que fazemos quando nos voltamos para Deus, oferecendo-Lhe, ou melhor, devolvendo-Lhe aquilo que Ele nos presenteou.

Marcos Arrais

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