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O Programa de Redenção (2)

Posted on 08 julho 2010 by admin

Sendo Deus um estrategista e estando no comando de um bem elaborado programa de redenção, cabe à igreja, agencia autorizada para organizar o reino de Deus na Terra, cumprir cabalmente sua missão de fazer discípulos de todas as nações.

Para a escritora, não há como desenvolver esse projeto sem que implementemos um programa de discipulado integral e estratégico para que Cristo seja reproduzido. Jesus veio para mais que perdoar pecados,  veio para “transformar-nos, recriar-nos e reproduzir-se em nós”. “Ser Cristão é ser a reprodução de Jesus Cristo em eu caráter e em Sua missão”. Essa frase resume a definição de cristão que a autora adota no livro. Para Milhomens, “tudo mais é conversa, é religiosidade”.

Um programa de discipulado está expresso em Mateus 28.18-20 e o conhecemos como a Grande Comissão. A autora destaca sete pontos dessa estrutura, conforme pontuo abaixo:

  • Um Modo de viver: “Indo”. Esse verbo descreve uma ação contínua.
  • Uma Missão de vida: “Fazei discípulos”. Esse ponto apresenta dois aspectos: (1) o dever de discipular e (2) a missão de discipular. “Tudo quanto fizermos que não gere discípulos, nada tem a ver com a missão a nós confiada”. Não há como cumprirmos essa missão se não nos planejarmos e vivermos estrategicamente para isso.
  • A Abrangência da missão: “De todas as nações”. “As nações começam onde nos encontramos” (Atos 1.8). Mas enquanto evangelizamos ao nosso redor, podemos tocar todas as nações por meio da oração e dessa forma afetá-las no mundo do espírito.
  • A Integração dos frutos da missão: “Batizando-os”. O trabalho não se encerra com a comunicação das Boas Novas. É preciso levar as pessoas a se comprometerem com as exigências do discipulado e se conectarem a uma igreja local.
  • A Formação dos discípulos: “Ensinando-os a guardar”. Para tanto é preciso ter um programa de ensino e aprendizagem para que o novo discípulo adote em sua vida novos valores condizentes com a realidade de Cristo.
  • O Discipulado Integral: “Tudo quanto foi mandado”. “Não se pode construir um sistema de doutrinas baseado numa única ou apenas algumas facetas da Revelação Bíblica”, afirma Valnice. A autora compara esse aspecto ao corpo humano que deve ser desenvolvido em todas as suas partes.
  • A Parceria da Missão – “estarei convosco sempre”. Jesus não nos envia sozinhos, mas garante-nos que a Sua presença estará conosco!

Valnice combate fortemente a mentalidade de “ministros” e “leigos”. Para ela isso é herança do velho sistema de Roma, onde uma classe “especial” de pessoas ministra enquanto outra se senta como meros expectadores. “Não há leigos na igreja. Há ministros em treinamento”. A autora usa o texto de Efésios 4.11-15 para sustentar o seu pensamento de que todo o corpo está sendo equipado pelos cinco ministérios para fazerem a obra de Deus e reproduzirem novos ministros (e não novos leigos)!

“Discipular é seguir um caminho pelo qual o pecador é levado a Jesus e conduzido de um degrau de maturidade a outro, até encarnar em si as marcas do Seu caráter e da Sua missão”.

A autora sintetiza o discipulado integral em sete passos e adverte que nenhum desses aspectos, isoladamente, é discipulado, mas a soma de todos eles:

  • Evangelizar
  • Libertar
  • Curar
  • Integrar na vida da igreja local
  • Ensinar todo o conselho de Deus
  • Treinar
  • Enviar a reproduzir a missão

De forma engenhosa e inspiradora, Valnice liga cada um desses aspectos aos cinco ministérios descritos em Efésios para demonstrar que a igreja tem todas as ferramentas para “levantar o exército que invadirá o reino das trevas, amarrará o valente, saqueará a sua casa e levará os seus despojos – vidas preciosas – ao Rei Jesus”.

Valnice dedica o último ponto desse capítulo a desafiar a igreja a partir para o cumprimento da missão de fazer discípulos de todas as nações.

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