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A Expensão Da Epidemia Começa Nos Genes (Parte 02)

Posted on 22 abril 2010 by admin

Neil então concentra-se na forma de liderança estabelecendo algumas diferenças entre “estrutura hierárquica verticalizada” e “estrutura linear”. Para o autor não cabe à igreja “prescrever” o trabalho, mas “descrevê-lo”. “Há ordem, mas não há controle”, dentre outras diferenças citadas no texto. Uma autêntica liderança não se estabelece por posição e título, mas pelo exemplo de serviço (Marcos 10.41-45).

Para Neil “delegar autoridade” e “distribuí-la” também são diferentes. Ele sustenta que a primeira postura acaba enfatizando demais a posição acima dos outros, pois estabelece uma cadeia de comando que é transmitida de cima para baixo e se a conexão romper, a autoridade não é mais conduzida para baixo; Já a segunda permite que as pessoas estejam ligadas diretamente a Cristo e a autoridade é distribuída para cada pessoa realizar o que Deus requer dela, sem precisar de uma camada de intermediários para passar essa autoridade adiante. Em minha opinião o perigo aqui reside no fato de muitas pessoas não enxergarem a linha divisória entre independência e interdependência; de rebeldia e submissão às autoridades que é um princípio inegavelmente bíblico.

Neil tranquiliza ao afirmar que quando um líder é imbuído de verdadeira autoridade espiritual, não há de que se preocupar, pois as pessoas perceberão que ele é cheio de sabedoria e inspiração de Deus. Para ele, a paixão pela causa e amor autêntico é o suficiente para tornar alguém um líder forte, mesmo que este não exerça qualquer cargo ou tenha algum título. “Liderança que repousa em título é fraca. Liderança que repousa na causa e inspira outros a segui-la é forte”, afirma o autor.

Para o autor, esse estilo de liderança baseada na inspiração permite a um movimento tornar-se auto-organizado, autogovernado e autoperpetuado.  Um movimento assim faria que surgissem várias outras igrejas caso uma fosse destruída – é como uma epidemia fora de controle!

O DNA é o que une as pessoas e não as estruturas organizacionais. Para Neil a questão central está em “abrir mão do controle”.

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