Categorized | Artigos

O Morro do Bumba e Os Paralelos da Vida

Posted on 13 abril 2010 by admin

O Brasil assistiu perplexo a tragédia em que centenas de famílias sofreram perdas irreparáveis no âmbito pessoal, material, emocional etc. Tragédia natural? Culpa dos ocupantes da área que estavam no lugar errado? Do governo? Da chuva, ou seja, de Deus? Nesse jogo de empurra-empurra a sociedade não percebe que é hora de todos colocarmos a mão na consciência e refletirmos sobre esse triste acontecimento. Não pretendo falar de política, de ética ou meio ambiente, mas extrair algumas lições que precisamos aprender com essa catástrofe anunciada.

Pare um pouco para pensar: Um lixão desativado que servia de alicerce para centenas de famílias construíram suas casas, seus sonhos, suas vidas! Um terreno fraco e podre que em questão de minutos deslizou soterrando histórias, projetos, anseios e esperanças.  De 1970 a 1986 o local abrigou um enorme depósito de lixo onde os detritos da cidade de Niterói eram depositados – é o bairro “Viçoso Jardim”! Isso não nos faz pensar sobre onde temos construído as nossas vidas? Qual o nosso fundamento? Jesus referiu-se a uma situação parecida quando chamou seus ouvintes a refletir sobre os “dois fundamentos”:

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mateus 7.24-27).

Um dia o homem também viveu num “viçoso jardim”, um lugar de delícias e comunhão com o Criador, mas infelizmente preferiu afastar-se da Fonte da Vida, escondendo-se por trás das árvores e jogando a sujeira  para debaixo do tapete. Hoje, o homem constrói suas lindas casas, carreiras, esperanças, confiança, famílias e sonhos em cima da podridão do pecado.

O pecado é um fundamento pútrido em que muitos estabelecem suas vidas confiando que ficará tudo bem. Não importa quanto tempo passe, mais cedo ou mais tarde o lixo por baixo dos panos vai aparecer e cobrar caro! Não dá para fazer de conta ou tentar esquecer, pecado não confessado é como aquele chorume escondido, armazenado, esperando uma hora para aparecer e revelar seu horror. Cedo ou tarde teremos que pagar a conta!

Nessa brincadeira sem graça de “esconde-esconde”, a hipocrisia da sociedade é desmascarada quando esta sente o cheiro do lixo que ela mesma produz e esconde debaixo dos seus próprios pés. O problema dos moradores do Morro do Bumba é, de alguma forma, o nosso próprio problema, pois retrata a realidade oculta que o nosso mundo vive.

Em que tipo de lixo temos construído as nossas vidas? O materialismo? O ateísmo? O hedonismo? O humanismo? A justiça própria? Buscamos esconder esse lixão com as fugas do entretenimento, quer seja com o famigerado Big Brother, ou com uma viagem à Europa para fazer compras; tentamos escapar também através do trabalho excessivo, dos psicotrópicos, do consumismo, das roupas de grife e perfumes importados  e até da religião, afinal de contas nem nós mesmos suportamos o cheiro!

Será que também podemos ficar perplexos acerca do estado espiritual da nossa própria alma? Será que podemos perceber que não é só aquele pobre que construiu sobre o lixo, mas também os ricos e os poderosos? Não estaria o mundo sobre um tipo de Morro do Bumba, ou melhor, “Morro da Bomba”?

Marcos Arrais

Textos complementares:

“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento;  que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida” (1Timóteo 1.17-19).

“Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,  manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão” (1Coríntios 3.12-14)

“O amor jamais acaba…” (1 Coríntios 13:8)

2 Comments For This Post

  1. Léia Says:

    Que texto forte e que mensagem tremenda! Que Deus continue a revelar-se dessa forma através de sua vida!
    Te amo pastor e pai querido!!
    Abraçoooooooo

  2. Romildo Says:

    Tremenda revelação.”hombre de Dios” Dios te bendiga mas emas

Leave a Reply

Advertise Here
Advertise Here