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Mapeando O DNA Do Corpo De Cristo

Posted on 11 abril 2010 by admin

Aqui o autor aborda a questão do potencial que o Reino de Deus tem em se reproduzir de forma espontânea contagiando e transformando as nações. Citando a parábola do fermento em Mt 13.33, ele afirma que o Evangelho pode se espalhar em numa reação em cadeia, passando de uma vida transformada para outra até que o mundo seja alcançado. Como um “vírus” que se propaga, “a Palavra de Deus usada apropriadamente deveria ser contagiosa e resultar em expansão espontânea”, diz Neil.

Segundo Neil, existe um padrão de discipulado no Novo Testamento (PDNT) que é universal:

  • Recebido pessoalmente;
  • Repetido facilmente
  • Reproduzido estrategicamente

Neil defende que uma mensagem é efetiva quando tem a capacidade de, em primeiro lugar, ser espalhada oralmente, antes mesmo de por escrito. Assim deve ser a Palavra de Deus e dessa forma a mensagem consegue atingir o seu potencial máximo de propagação. Uma mensagem, para atingir um poderoso grau de propagação, deve manter-se tão simples que possa ser reproduzida em um guardanapo durante um encontro no almoço, é a “teologia do guardanapo”!

O autor, então passa a abordar as características orgânicas do Corpo de Cristo com base no DNA, “o código interno que mantém a integridade de cada célula multiplicadora”. O DNA é o padrão da vida do Reino, da menor unidade à maior unidade. Por onde, então, começa o DNA? Responde o autor categoricamente: “O DNA deve começar com o próprio Cristo”.

Em João 15, “em uma de suas mais profundas e orgânicas mensagens”, Jesus deixa claro a necessidade de “permanecer” nEle para reproduzirmos a Sua missão (vs. 26,27). “O amor e o testemunho apostólico emergem de uma vida em união com Cristo”.

O capítulo, portanto, gira em de três pontos básicos, demonstrados através de Jesus e de Paulo, na forma de ensinar e transmitir os ensinos:

  • Divina verdade, enfocando a pessoa de Deus e de Seu Filho
  • Nutrição de relacionamentos, enfatizando a necessidade humana de relacionar-se
  • Apostolicidade da missão, “…Assim como o Pai me enviou, eu os envio” (Jo 20.21).

Neil tece uma rede muito interessante em cima desses três aspectos que vale a pena conferir no livro.

Com os avanços da engenharia genética no mundo, a discussão ética foi colocada em um novo nível de significado, pois perigos também surgiram com esses avanços. Com base nesse paralelo, Neil trás algumas advertências quanto com relação ao mapeamento do DNA do Corpo de Cristo:

  • Não desmembre o DNA. Devemos manter a integralidade do DNA e não desmembrarmos seus componentes como se eles pudessem transmitir de forma saudável a natureza de Cristo. Como igreja, não podemos compartimentar ou desmembrar as funções do Corpo, mas cada célula deve manifestar a integralidade do propósito redentivo. Não deve existir, portanto, uma divisão (departamento de evangelismo, departamento de grupos pequenos, ministério do púlpito etc), mas sim manter o DNA intacto em cada célula.
  • Não substitua nada do DNA. A igreja deve evitar as “especializações”, evitando parecer especiais em algumas ênfases. “Se nos concentrarmos em uma parte do DNA e eliminarmos as outras partes, perderemos tudo; morte e mutação são o resultado”. A ausência do “cromossomo A” (apostolicidade da missão), em igrejas que são focadas só no ensino, por exemplo, impede que a multiplicação ocorra, causando prejuízos e até morte.
  • Não acrescente nada no DNA. Como um cromossomo extra no gene de uma pessoa causa síndrome me Down e retardo mental, a igreja não pode expressar a perfeita vida de Cristo quando adicionado “recheio” à sua natureza essencial. Isso retarda a igreja e detém a sua reprodução. Devemos resistir acrescentar “coisas boas” ao DNA.

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2 Comments For This Post

  1. Nilson Santana Says:

    Realmente é um livro transformador.
    Tenho sido ministrado e impactado por ele.
    Deus tem quebrado estruturas na minha mente.
    Estou lento esse livro aos pouco pq é tipo uma feijoada.
    Já li os 6 primeiro capitulos mais de 5 vezes.
    Cada vez que leio Deus trata algo particular na minha vida.

  2. Léia Says:

    Tremenda essa analogia com o DNA!! E tudo aponta para o fato de que não precisamos de mais nada além da presença de Cristo!

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