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A Noiva Zumbi Ainda Vive

Posted on 25 fevereiro 2010 by admin

O autor inicia esse capítulo descrevendo uma visão que teve de uma noiva doente e fraca deitada num sofá. Sua aparência era horrenda e era mantida viva de forma sobrenatural. Mas o surpreendeu o fato de haver no rosto dessa desfigurada noiva um sorriso como se estivesse esperando para conhecer o seu noivo a qualquer momento. A visão terminou quando ele viu a cortina da janela ao lado do sofá voando para dentro como um raio de luz. Com base nessa visão Neil dá o diagnóstico acerca da igreja americana: “doente, mantida viva por uma força sobrenatural, mas se considerando saudável e pronta para se encontrar com Jesus”.

Neil compara a doença de Alzheimer com um mal que assola a igreja: “a igreja parece ter perdido seu senso de identidade. Ela esqueceu aquilo para o qual foi predestinada”, referindo-se às consequências dessa doença que tira a memória da pessoa e sua capacidade de manter sua identidade básica até que mesmo funções vitais do corpo sejam esquecidas, levando o paciente à morte. Citando Apocalipse 3.17, o autor refere-se à igreja de Laodicéia como uma igreja que sofria de um “engano de identidade”.

O capítulo se desenrola ao listar “seis falsos mitos sobre a igreja” onde o autor dá “seis ideias básicas das Escrituras sobre a Igreja que refutam caricaturas comuns”:

  • A igreja é um organismo vivo e não uma instituição estática – “Assim como Deus soprou vida no interior do homem no começo dos tempos (Gn 2.7), ele também soprou vida em sua igreja no começo de uma nova era (Jo 21.21-23; At 2). A igreja é viva; é orgânica”.
  • A igreja é muito mais do que um prédio – “Construir templos não é errado nem imoral. Não é o prédio que é o problema. Infelizmente, começamos, não raro, a nos portar como se o prédio da igreja fosse a nossa fonte de vida (…)”. Neil diz que nossa mente institucionalizada acaba gerando essa dependência desnecessária e prejudicial.
  • A igreja não é para ser atada a uma única localização – Citando o episódio onde Jesus conversa com a mulher samaritana em João 4.20-24, Neil assegura que a pergunta “onde” está errada e diz que devemos nos reportar a “quem”. “Onde você adora não é nada em comparação a quem você adora”.
  • A igreja é mais do que um culto de uma hora semanal O custo que despendemos para sustentar um prédio que funciona num dia da semana por uma hora não justifica seu uso. Então o autor faz uma pergunta: “Como chegamos ao lugar em que a igreja nada mais é do que um culto de apenas uma hora ou um pouco mais, sempre no mesmo lugar?”. Reforço esse pensamento dizendo o seguinte: “A igreja não é um lugar e o culto não é um período de tempo”.
  • O Reino de Deus é feito para ser descentralizado, mas as pessoas tendem a centralizá-lo – Os homens desobedeceram a ordem divina de espalhar-se por toda a terra, construindo uma torre (Gn 9.1,7; Gn 11). Isso desencadeou uma reação divina para pôr fim nessa mentalidade. Deus usou a confusão de línguas para forçar a descentralização (Gn 11.7,8). A igreja também foi alvo dessa mentalidade quando por ocasião da perseguição em Jerusalém a fim de que os cristãos se espalhassem (Atos 8.1), os únicos que ironicamente ficaram centralizados na cidade foram os “enviados” (palavra para “apóstolos”).
  • Cada um de nós é templo de Deus – Citando Ezequiel 37.26-28, Neil defende que Deus vive em nós e que somos o templo de Deus, por isso não podemos querer retornar ao antigo sistema de precisar de um prédio para adorarmos. De forma impiedosa o autor critica o que chama de “magnetismo sedutor de construções glamourosas e sistemas hierárquicos de religião que nos prendem a um lugar e a uma forma de igreja que não pode espalhar a glória dele ao redor do planeta”.

Para ele nosso trabalho acaba girando em torno de um sistema com construções centralizadas, sacerdotes centralizados e constantes ofertas para saciar a máquina.

Neil encerra esse capítulo com uma afirmação de esperança ao dizer que um vento novo está soprando pela janela. “Raios de luz vindos do Filho de Deus estão soprando sobre a sua noiva novamente”. Se ouvirmos o que o Espírito está dizendo, há esperança para a igreja!

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1 Comments For This Post

  1. Léia Santana Says:

    A frase ” A igreja não é um lugar e o culto não é um período de tempo.” é muito marcante e contundente. A palavra “culto” tem várias descrições no dicionário, mas uma delas me chamou a atenção : “o que se rende a Deus por atos interiores da consciência.” …e eu imagino que essa conciência entregue e rendida, também provocaria atos continuos e diários de rendição….

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